BLOG DO BRUNO MARQUES: CARREIRA
CURTA...
Tenho lido alguns posts do Bruno. Ele é mais um amigo de juventude, assim como o Luiz Santos. Sempre o admirei pela sua forma carinhosa e irreverente de se relacionar com as pessoas. É um cara de uma inteligência perspicaz. Sabe o que faz e sabe o que quer. Dentre tantas postagens boas, resolvi publicar esta no meu BLOG porque é muito ele. Hilário e engraçado no seu jeito de ser e de viver. Vamos rir um pouco com a leitura:
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Outro dia falei que
vendi chope quando era moleque, quero observar que esta minha carreira foi
muito curta, durou dois dias.
Como já disse,
comecei a vender chope com um propósito, queria comprar todos os times de jogo
de botão que eu encontrasse nos meus padrões de qualidade, nem todo botão
prestava, como eu dependia de papai, nem mamãe trabalhava ainda, o único jeito
era vender alguma coisa, chope parecia um bom negócio, daria para custear o
desejado.
Saímos para vender
em um sábado, eu meu irmão e meu vizinho, já estava errado, eram três
vendedores para um isopor. No primeiro dia foi um fracasso, dos 52 chopes,
chupamos três cada um e vendemos 7. Apesar do fracasso, foi importante este
evento por várias razões: Primeiro achei o máximo ganhar dinheiro, foi uma
emoção a venda do primeiro, dei o chope e peguei a grana, fantástico. Ter
sentido isso provocou em mim um equívoco que eu só reparei anos depois
felizmente em tempo de não comprometer meu futuro financeiro. Segundo: Papai e
mamãe passaram a acreditar decisivamente, e acreditam até hoje, que eu tinha
atitude e liderança, não só disse que ia vender chope (na última vez que pedi a
ele para comprar mais times de botão e ele negou) como vendi, bem como ainda
arrastei para empleitada o Ted e o Padim. O Padim era engraçado, sempre que
passava alguém que conhecia a gente, ele se escondia.
No domingo fomos
vender no campo do Izabelense, foi um sucesso, só estávamos nós vendendo chope
lá com todo aquele sol, vendemos quase tudo e chupamos alguns, na última viagem
que ia fazer em casa para abastecer o isopor, papai disse que era para deixar
os últimos lá que ele pagaria, nós fomos para casa cheios de dinheiro e ainda
tinha o do papai.
Os chopes que papai
pagou chupamos quase todos, depois disso papai entendeu, tinha que comprar os
times, com o dinheiro do chope compramos muitos times, mas não tantos assim,
faltavam muitos ainda e eu os teria de uma forma ou de outra, ele preferiu
realizar o meu desejo.
Dessa história
ficou uma marca na gastronomia de minha família, após o domingo nós continuamos
fazendo chope, só para nós mesmos, gostávamos muito e até hoje nós costumamos
ter sacos de chope em casa, vez por outra fazemos, sempre com suco de fruta,
nunca de suco em pó, são chopes deliciosos.